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Plano de parto: o que é, como fazer e um modelo para adaptar

Quando começar, o que incluir para parto normal e cesárea, como conversar com a equipe e o que fazer se os planos mudarem.

Na hora do parto, com contrações, cansaço e muita emoção, não é o melhor momento para tomar decisões pela primeira vez. É aí que entra o plano de parto: um documento curto em que você registra, com calma e antes da hora, o que é importante para você.

Ele não garante que tudo vai sair como você imaginou, e nem precisa. Mas ajuda você a entender as opções, abre a conversa com a equipe e faz com que as suas preferências sejam conhecidas.

O que é (e o que não é)

  • É uma lista de preferências, escrita por você, para orientar a equipe de saúde.
  • Não é um contrato. Se surgir uma situação médica, a segurança sua e do bebê pode mudar o caminho. A equipe deve explicar o motivo e conversar com você sempre que possível.
  • Serve para parto normal e para cesárea. Mesmo em uma cesárea planejada, existem escolhas a fazer.

Quando e como fazer

  1. Comece por volta do 3º trimestre. Até as 36 semanas, deixe uma versão pronta.
  2. Informe-se. Um curso de gestante ajuda a entender cada procedimento.
  3. Pergunte como é a sua maternidade. Visite o local, se puder, e descubra o que é rotina por lá.
  4. Converse com quem vai estar com você, para que essa pessoa conheça as suas preferências.
  5. Leve para a consulta e converse com a sua equipe sobre cada ponto.
  6. Mantenha curto: uma página é o ideal. Imprima algumas cópias e deixe na mala da maternidade.

O que pode entrar no plano

Acompanhante e ambiente

  • Quem será o seu acompanhante. Você tem esse direito pela Lei nº 11.108/2005, no SUS e na rede particular;
  • Se você deseja a presença de uma doula, além do acompanhante (confirme as regras da maternidade);
  • Preferências de ambiente: luz baixa, silêncio, música, fotos.

Durante o trabalho de parto

  • Poder caminhar e mudar de posição, e beber líquidos ou comer algo leve, se for liberado;
  • Alívio da dor sem remédio: chuveiro, bola, massagem, respiração;
  • Anestesia: se você gostaria de receber, e em que momento prefere conversar sobre isso;
  • Ser avisada e consultada antes de qualquer procedimento, como romper a bolsa ou usar ocitocina para acelerar o parto.

Na hora do nascimento

  • Posição em que você gostaria de ficar para o parto;
  • Episiotomia (o corte no períneo): a Organização Mundial da Saúde não recomenda o uso de rotina. Você pode registrar que prefere evitar, salvo necessidade;
  • Quem você gostaria que cortasse o cordão, se for possível.

Depois que o bebê nascer

  • Contato pele a pele logo depois do nascimento, se vocês estiverem bem;
  • Esperar um pouco antes de cortar o cordão, como recomenda a OMS para bebês que nascem bem;
  • Amamentação na primeira hora;
  • Deixar os cuidados de rotina para depois desse primeiro contato, quando possível;
  • Alojamento conjunto: o bebê no quarto com você.

Se for uma cesárea

  • Acompanhante presente na sala;
  • Contato pele a pele ainda no centro cirúrgico, se for possível;
  • Amamentar o quanto antes;
  • Explicações sobre o que está acontecendo, durante o procedimento.

Um modelo simples para adaptar

Meu nome: ___ · Acompanhante: ___ · Data provável do parto: ___

Agradeço à equipe pelo cuidado. Sei que situações médicas podem mudar os planos, e peço que me expliquem as opções sempre que possível. Estas são as minhas preferências:

  • Durante o trabalho de parto: ___
  • Para aliviar a dor: ___
  • No nascimento: ___
  • Com o bebê, logo depois: ___
  • Em caso de cesárea: ___

E se o parto for diferente do planejado?

Isso acontece, e muito. Mudar de planos não é falhar, e não diminui nada do que você viveu. O plano de parto cumpre o papel dele mesmo assim: você se informou, conversou e participou das decisões. Se precisar elaborar o que aconteceu depois, converse com a sua equipe ou com alguém de confiança.

Para entender os sinais e os tipos de parto, veja a página Parto.

Fontes

Este artigo foi escrito com base em orientações de:

Este conteúdo é informativo e não substitui a orientação do seu médico, obstetra, pediatra ou outro profissional de saúde. Na dúvida, procure a sua equipe.